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Torne-se mais resiliente na organização de eventos com a meditação

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Como ser resiliente? A organização de eventos, como todos os profissionais do setor bem sabem, causa muito estresse, e isso dificilmente pode ser evitado. Além dos problemas comuns à organização de eventos, há surpresas e contratempos que podem levar a situações difíceis. Nesses casos, recuperar-se da natural sensação de frustração e seguir em frente. Ou seja, demonstrar resiliência – pode ser mais difícil do que parece. A não ser que você ouça os neurocientistas e recorra à meditação.

As pesquisas indicam que a coordenação de eventos como uma das profissões mais estressantes e algumas coisas podem acabar dando errado, ainda que a organização tenha sido correta e você tenha controlado os efeitos negativos do estresse. Isso pode ocorrer de formas variadas: um palestrante ou convidado cancela de última hora, o wi-fi cai, o som está com defeito… Nesses casos, o importante é resolver o problema e seguir em frente. Porém, há pessoas que sentem dificuldade em se recuperar de reveses, ou seja, são menos resilientes.

Os Estilos Emocionais

A resiliência é apontada como um dos seis estilos emocionais do cérebro. Conforme a teoria do neurocientista Richard J. Davidson. De acordo com sua definição, um estilo emocional “… é um modo consistente de respondermos às nossas experiências de vida. É dirigido por circuitos cerebrais específicos e pode ser medido por meio de métodos laboratoriais objetivos”.

No livro O Estilo Emocional do Cérebro, ele descreve como chegou à conclusão sobre os seis estilos. Após décadas de experimentos sobre o funcionamento dos circuitos cerebrais em resposta a estados emocionais. Eles são os seguintes:

Resiliência – velocidade com que nos recuperamos de uma adversidade.

Atitude – por quanto tempo conseguimos sustentar as emoções positivas.

Intuição social – facilidade com que captamos sinais sociais.

Autopercepção – capacidade de perceber as sensações corporais relacionadas a emoções.

Sensibilidade ao contexto – capacidade de regularmos nossas respostas emocionais de acordo com o contexto social.

Atenção – capacidade de concentração. Davidson inclui no livro testes para que o leitor identifique seus níveis em cada estilo numa escala de 1 a 10. De forma sensata, ele afirma que não existem níveis ideais. O que importa é se ele está adequado para o tipo de vida a que você se propôs. E, no caso da organização de eventos, recuperar-se de adversidades é, com certeza, um diferencial significativo ao longo da carreira.

Do córtex à amígdala

Para Davidson, a recuperação rápida quanto as coisas dão errado resulta de uma forte ativação do córtex pré-frontal e a amígdala. Para relembrar: o córtex, situado atrás da testa, é uma área mais recente do cérebro, relacionada ao planejamento de comportamentos e pensamentos complexos, expressão da personalidade, tomadas de decisões e modulação de comportamento social.

A amígdala atua na manifestação de reações emocionais e
na aprendizagem de conteúdo emocionalmente relevante.
Nas pessoas em que essa ativação não ocorre de forma eficiente, a recuperação ante as adversidades é mais lenta. A boa notícia é que o cientista afirma que práticas de meditação podem estimular essa conexão entre o córtex e a amígdala, aumentando sua resiliência.

Davidson, que já se encontrou com o Dalai Lama e pesquisa os efeitos da meditação no cérebro desde a década de 90, acredita que meditar pode alterar de forma efetiva os padrões de funcionamento cerebral.

Respire fundo e relaxe

No caso da resiliência, ele recomenda que se pratique o que chama de meditação da consciência plena, que teria o efeito de quebrar a cadeia de associações que nos faz pensar de forma obsessiva numa adversidade: o palestrante cancelou de última hora; devia ter previsto ISS; será que vou ser demitido; meus eventos dão sempre errado etc. Assim, quando esse círculo vicioso ameaçar paralisá-lo, você terá a tranquilidade para fazer uma pausa e resistir aos processos mentais negativos.

Para iniciar a prática desse tipo de meditação, ele recomenda, em primeiro lugar, um exercício de respiração:

1 – Sente-se no chão ou numa cadeira, mantendo a coluna ereta e uma postura relaxada, porém ereta, de forma a não ficar com sono.

2 – Concentre-se na respiração, nas sensações que ela provoca em seu corpo. Observe como seu abdome se move a cada inspiração e expiração.

3 – Concentre-se na ponta de seu nariz, observando as diferentes sensações a cada respiração.

Com mais prática, passa-se para a meditação em si, que consiste na observação dos próprios pensamentos, sentimentos e sensações de forma acrítica, sem reagir a eles com uma nova associação. Davidson avisa que esse tipo de meditação requer muito treino, mas, mesmo nas etapas iniciais já será possível sentir alguma diferença.

Para quem atua na organização de eventos e sente que os problemas estão se tornando muito frequentes uma ótima solução também é investir num app para eventos.

Ao reunir várias funcionalidades num mesmo local, a gestão do evento se torna ágil e eficiente. Proporcionando mais interação e engajamento dos participantes. E você, com certeza, terá mais tempo para meditar…

 

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