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Design thinking: uma ferramenta de inovação na organização de eventos

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Design Thinking na organização de eventos? É possível! As novas tecnologias trouxeram, nos últimos anos, uma série de avanços e recursos de inovação na organização de eventos. Eles ficaram mais atrativos e participativos, estenderam seu alcance e acompanharam as mudanças de hábitos dos usuários, particularmente no que se refere ao mobile.

Para integrar todas essas inovações no contexto de eventos que já vem sendo realizados há muito tempo, uma boa dica pode ser investir no design thinking – que, por sinal, pode ter muito a ver com o uso de aplicativos para eventos.

Holístico, multidisciplinar e integrador

De acordo com uma definição do designer Stephen Moritz, citada no livro Isto é Design Thinking de Serviços., “o design de serviços ajuda a criar novos serviços ou a melhorar os já existentes, de modo a torná-los mais úteis, utilizáveis e desejáveis para os clientes, bem como eficiente e eficazes para as organizações. Trata-se de uma nova área de atuação do design que se caracteriza como holística, multidisciplinar e integradora”.

De forma geral, o design thinking de serviços é baseado em cinco princípios básicos:

Centrado no usuário – É preciso ter um entendimento verdadeiro dos hábitos, cultura, contexto social e motivação dos usuários.

Colaborativo – Os públicos de interesse precisam se envolver no processo de design.

Sequencial – Visualização do serviço como uma série de ações inter-relacionadas.

Evidente – Ainda que intangíveis, os serviços devem ser visualizados como artefatos físicos.

Holístico – O ambiente do serviço precisa ser considerado como um todo.

As personas típicas dos eventos

Um exemplo da utilização do design thinking na organização de eventos foi dado recentemente pela especialista Cynthia Hornketh. Tendo em vista o foco nos participantes, foram definidos 20 tipos de personalidades típicas que comparecem a eventos – que, segundo ela, são imediatamente reconhecidos pelos organizadores na apresentação do portfolio. Ela destaca os seus três prediletos:

Buzz Seeker – Este é o participante que busca novidades e atividades, e que tem pouca paciência para aquilo que considera tedioso ou chato. Em geral também é o que toma iniciativas de animar as coisas, se sentir que ninguém mais o fará.

Expectaholic – São pessoas que apreciam a rotina de eventos aos quais comparecem periodicamente. Estão acostumadas com os procedimentos adotados e não consideram que deva haver qualquer alteração.

Spongester – São pessoas que absorvem com avidez o que é transmitido durante os eventos, e que se dispõem a compartilhar a experiência com os demais.

De acordo com as personas, são definidas estratégias específicas pela organização do evento: Hornketh diz que, no caso do Buzz Seeker, por exemplo, a fase pré-evento prevê postagens em mídias sociais, vídeos com momentos de maior impacto de eventos anteriores e e-mails detalhando os tópicos mais polêmicos e convidados conhecidos, principalmente confirmações de última hora.

Colocando os usuários em seu devido lugar

Um evento centralizado no usuário vai buscar uma experiência mais personalizada possível. E esse é exatamente o caso dos apps para eventos. Todas as informações estão disponíveis no dispositivo móvel, que se torna uma extensão dos interesses e expectativas dos participantes.

Os apps colocam o participante no seu devido lugar, isto é, no centro do interesse da organização de eventos, que pode conhecer com detalhes comportamentos e definir perfis de acordo com os relatórios de uso que são gerados em tempo real. Com certeza é uma ferramenta para se somar aos novos conceitos de design relacionados aos eventos contemporâneos.

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