app para eventos, amnésia digital

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Interação digital é fundamental, mas não substitui o encontro face a face

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Vamos combinar que a tecnologia facilita muito a nossa vida, tanto pessoal quanto profissional. Um app para eventos, por exemplo, agiliza o networking e aumenta a possibilidade de novos negócios. Ninguém está questionando isso. Mas, em certos momentos, nada substitui um encontro face a face. No entanto, estudos e pesquisas apontam que a nossa dependência dos smartphones talvez esteja atingindo níveis não saudáveis, fazendo com que muitas pessoas prefiram seus “cyber friends” aos amigos “reais”, e também causando o que cientistas chamam de “amnésia digital”.

Um estudo realizado pela BT Mobile, provedora de serviços de Internet do Reino Unido, que entrevistou 2 mil adultos, mostra que cerca de metade deles preferem interagir com seus amigos digitalmente, em vez de em encontros presenciais. E 79% admitiram que têm amigos com os quais não manteriam contato se não fosse pelas redes sociais. Claro que esse comportamento não pode funcionar no mundo corporativo. No app para eventos, por exemplo, você pode agendar as reuniões de negócios, mas certamente tem muito mais chances de conquistar um cliente em um encontro presencial.

Espaço cada vez mais disputado

Cientistas do Karpesky Lab foram além e a partir de um experimento realizado com 6 mil pessoas concluíram que 37% dos participantes colocam seus smartphones como mais ou igualmente importantes que seus amigos mais próximos. No estudo, os participantes deveriam posicionar em um diagrama imagens que representavam várias pessoas e objetos em suas vidas. Em geral, a família, amigos e animais de estimação foram colocados mais perto do participante do que o seu smartphone. Mas outras pessoas que fazem parte do seu dia a dia – inclusive as com quem eles trabalhavam ou estudavam, ficaram para trás em relação aos seus “companheiros digitais”.

O estudo também identificou as situações consideradas mais angustiantes. A doença de um familiar ficou em primeiro lugar. Mas em segundo, vem a perda ou roubo de um dispositivo móvel e, em terceiro lugar, a perda de fotos digitais. Depois disso é que vem um acidente de carro, rompimento com um parceiro, dia ruim no trabalho, brigas com familiares e amigos e a doença do pet.

A era da amnésia digital

O estudo do Karpesky Lab também acende uma luzinha vermelha em relação à nossa dependência dos smartphones – o que eles chamam de amnésia digital.

As informações hoje são facilmente acessíveis ao toque de um dedo, e certamente não temos como nos lembrar de dezenas ou centenas de números de telefone, nomes de contas, senhas etc. A questão está em como os dispositivos digitais e a Internet afetam a maneira como nos lembramos e usamos a informação.

Segundo os cientistas, os smartphones se tornaram uma extensão do cérebro, e mais da metade dos entrevistados não conseguia se lembrar dos telefones de seus filhos ou do escritório sem consultar a lista de contatos, embora conseguissem lembrar do número de telefone da casa onde moravam quando tinham 10 anos de idade. E cerca de um terço não foi capaz de lembrar o número do parceiro. Essa “amnésia” atinge todas as faixas etárias, proporcionalmente entre homens e mulheres.

E eles sugerem que a nossa dificuldade de reter informação importante ocorre porque confiamos essa responsabilidade a dispositivos digitais como os smartphones. Mas não é caso de entrar em pânico. Segundo a dra. Katryn Mills, do Instituto de Neurociência Cognitiva da University College London, citada no estudo, “o ato de esquecer não é inteiramente ruim. Somos criaturas muito adaptáveis e não nos lembramos de tudo porque isso não seria uma vantagem. Esquecer só se torna problemático quando se trata da perda de informações que queremos lembrar”.

Como anda a sua memória?

Os cientistas propõem um teste para você avaliar como anda a sua memória – ou a sua “amnésia digital”.

Sem olhar na agenda, você lembra dos telefones de alguns dos seguintes grupos? (Pode marcar mais de uma opção)

  • Parentes (pais, esposa (o), filhos etc)
  • Amigos
  • Local de trabalho
  • Serviços (médico, cabeleireiro etc)
  • Ninguém

Você se lembra do telefone da sua casa quando tinha 10 anos?

  • Sim, do número completo
  • Sim, parte dele
  • Não

Ao tentar encontrar a resposta para uma pergunta, qual a primeira coisa que faz?

  • Tenta lembrar por conta própria
  • Pergunta a um amigo
  • Busca em um livro
  • Pesquisa na Internet

Quando encontra a informação desejada, o que faz com ela?

  • Memoriza
  • Anota em algum lugar
  • Usa naquele momento e logo esquece

Qual desses sentimentos melhor descreve como se sentiria caso perdesse todos os dados armazenados em seus dispositivos?

  • Pânico: é o único lugar em que guardo minhas fotos e dados de contatos
  • Tristeza: tenho muitas recordações que não poderei recuperar
  • Calma: lembro e tenho backup de todas as informações importantes

Alguma vez você memoriza ou anota algo que considera importante mesmo que esteja armazenado em um dispositivo ou acessível ne Internet?

  • Sim, sempre
  • Sim, às vezes
  • Não
Então, qual é o seu grau de “amnésia digital”? O principal é chegar a um meio termo, aproveitar todas as facilidades oferecidas pela tecnologia e, quando estiver em encontros corporativos, todas as funcionalidades de um app para eventos, as usando para ter interações pessoais mais relevantes e lucrativas.

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